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Carros alegóricos grandiosos em SP

Carros alegóricos grandiosos marcam primeira noite de desfiles em São Paulo

A grandiosidade dos carros alegóricos marcou a primeira noite de desfiles das escolas de samba de São Paulo.


Como toda boa festa a noite do samba começa com muita produção.

“Muita pedraria, pena de faisão, gastou? Bastante, uns R$38 mil”, afirmou o artesão.

Investimento para fazer a Imperador do Ipiranga, primeira escola a desfilar, brilhar entre as grandes.

Muita produção e nos preparativos e uma boa dose de suspense.

Ao longo da noite, com a ajuda de uma mãozinha, as beldades vão se revelando e o mundo fantástico do samba vai ganhando forma até explodir depois de cada abertura dos portões.

A Tucuruvi abriu a porta para os encantos e magias de São Luís do Maranhão.

Um momento que faz tremer até os mais experientes.

“Estou tremendo. São 20 anos saindo na escola e ainda tremo. Muito nervoso, muito nervoso”, contou a passista.

Colocar os experientes mestres no enredo, como fez a Mancha Verde pode dar certo.

Mas o nervoso volta quando surgem os carros alegóricos cada vez maiores, cada vez mais pesados. Para falar da importância do ferro, a Vila Maria exagerou na estrutura. Os da Rosas de Ouro deixavam só 50 centímetros de respiro nas laterais.

Só a energia do chocolate para ajudar a empurrar. Mas, para quem ainda não entrou na pista, vale a delicadeza.

“Essa parte também conta ponto, qualquer detalhe, espelho que cai, é contado ponto. Então, a gente tem que fazer trabalho perfeito que é para desenvolver a escola bem”, disse um alegorista.

Para que tudo se desenvolva realmente bem, em qualquer escola, a arma, nada secreta, é essa: o apito tem uma importância fundamental para quem cuida da harmonia.

“Cuidar do canto, da evolução e da forma como componente desfila: alegre, sempre compacto sem deixar espaço e mandando empolgação ao público”, explicou o mestre.

O apito dá autoridade ao mestre da bateria.

“Apito orienta todas as marcaçõees, paradinhas, o que vai acontecer”, declarou mestre Adamastor, do Acadêmicos do Tucuruvi.

Confusão e correria é o que não falta numa concentração. Esse pedaço da avenida é movido à adrenalina.

Às vezes, um reforço é bem-vindo como na Leandro de Itaquera.

“Seu Leandro ligou foi lá no Rio e me catou e me chamou. Disse: “vamos embora”. Fiquei sabendo como é a comunidade, qual é a da escola e estou aqui e é para sempre”, afirmou Sandra de Sá.

O reforço pode vir ainda de mais longe.

É assim a magia do samba faz a arquibancada levantar. O velho sambista, seu Leandro passar mal ao ver três carros de sua escola com problemas.

Cada integrante chega ao limite, como os jogadores de futebol homenageados pela Vai-Vai no enredo da Copa. Mas, na avenida, o jogo é outro. A passista e a destaque da escola desmaiaram.

No fim nem tudo resiste como no começo do desfile.

“Quebrou sutiã, quebrou sandália, quebrou sutiã, mas não parei”, garantiu a passista.

Quem viu o dia raiar no esplendor da última escola, nem imaginava que seus integrantes tinham chegado muito, muito antes.

Para quem chegou cedo, para quem atravessou a avenida inteira, para quem viveu as emoções dessa mistura de trabalho e diversão o final, lá na dispersão, é quase sempre assim:

“Vou botar a roupa e ir embora. Feliz, feliz”, assegurou a foliã.

Ainda nesta edição você vai acompanhar os melhores momentos do carnaval de São Paulo.

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